Criação de Cães e Gatos - Gestação Animal
Quanto tempo dura a gestação em cadelas e gatas?
Normalmente a gestação em Cadelas ou Gatas dura entre 57-65 dias com uma média de 63 dias. Quando é determinado o período de ovulação é mais exacto determinar o período de gestação.
Após o acasalamento, devo preocupar-me com alguma coisa?
Garanta que a sua cadela ou gata acasala apenas com um macho durante o cio. Lembre-se que o cio continua por mais alguns dias. Após um acasalamento planeado é aconselhado que a fêmea descanse por algumas horas.
Devo alterar a sua alimentação?
É importante que a fêmea esteja numa condição corporal óptima antes do acasalamento. Se tiver dúvidas, aconselhe-se connosco. Durante os primeiros 2 terços de gestação (aprox. 6 semanas), o apetite da fêmea não deve aumentar. Se alimentar a futura mãe com uma dieta rica e equilibrada, não serão necessários suplementos de qualquer género. Está provado que o uso desapropriado de suplementos vitamínicos e minerais pode ter efeitos adversos.
O que devo fazer após as 6 semanas?
Após as 6 semanas deve aumentar gradualmente a energia da dieta. Os fetos, ao aumentarem de tamanho, comprimem o estômago. Assim devem ser administradas refeições menos volumosas e mais frequentes. O volume total de dieta pode aumentar 1 a 1.5 vezes nas 3 últimas semanas. Se tiver dúvidas em relação á administração de alguns suplementos, não hesite em contactar-nos. Como tenho a certeza que a minha cadela/gata está gestante? O diagnóstico de gestação pode ser difícil numa fase inicial. Infelizmente, não existem testes laboratoriais fiáveis. Tradicionalmente, a palpação abdominal pelo veterinário por volta das 3 semanas era o método mais certo. Este método pode induzir em erro, dependendo mais do relaxamento das paredes abdominais do que da experiência do médico veterinário. A ecografia é actualmente o meio de diagnóstico mais fiável. Um diagnóstico positivo pode ser feito após as 4 semanas. Contudo a contagem do número de fetos pode ser difícil de precisar. A radiologia é bastante precisa na contagem dos fetos nas 2 últimas semanas de gestação.
Devo alterar as suas rotinas ao longo da gestação?
À medida que a gestação avança, a pressão abdominal e a necessidade em energia aumentam simultaneamente. Assim o número de refeições deve aumentar progressivamente. O exercício físico também é importante, contudo não deve ser exagerado. Esteja atento a corrimentos vaginais durante a gestação. Em caso de dúvida, não hesite em contactar-nos. |
Marcação Territorial dos Gatos
Os gatos são, por regra, bastante meticulosos nos seus hábitos de higiene e raramente marcam território dentro de casa.
Não é de surpreender que, quando isto acontece, o dono fique aborrecido e se sinta inseguro acerca do que fazer para evitar este comportamento.
Perceber as razões que levam os gatos a urinar pela casa pode ajudar a resolver o problema.
Na maioria dos casos este comportamento ocorre porque o gato está ansioso ou inadaptado ao ambiente que o rodeia.
Como se sabe se é ou não “spraying”?
O vosso gato usa, quer a urina quer as fezes, para marcar o seu território.
Isto permite informar outros gatos sobre o sexo, idade, estado de saúde, etc. do vosso gato e avisa os outros para que se mantenham afastados.
É também uma forma de se manter rodeado pelo próprio odor, que lhe é familiar.
Quando um gato marca o território com urina, ou seja o “spraying”, não adopta a típica posição de agachamento dos membros posteriores.
Com a parte traseira virada para o objecto, levanta a cauda na vertical, normalmente abanando a ponta, e liberta apenas algumas gotas de urina, em jacto e para trás.
As razões pelas quais um gato faz “spraying” são completamente diferentes das razões pelas quais um gato urina dentro de casa, e é importante diferenciá-las.
Irá o meu gato fazê-lo?
Todos os gatos, machos ou fêmeas, castrados ou não, poderão ter este comportamento.
Contudo é um comportamento muito mais usual em animais não esterilizados.
A esterilização reduz esse problema, no entanto, os animais poderão manter este comportamento, mais por razões emocionais do que sexuais.
Porque é que o meu gato não utiliza a areia?
Em algumas ocasiões, mesmo um gato habituado a viver dentro de casa pode causar problemas, não através de “spraying” mas porque decide usar outro local da casa para urinar, em vez de ir à “casa de banho”.
Isto normalmente significa que não lhe agrada muito utilizar a caixa da areia.
Os gatos são muito peculiares quanto à escolha do local onde fazem as necessidades e escolhem normalmente um local limpo e sossegado.
Se a caixa da areia estiver suja, se estiver muito próxima da área de alimentação ou do local onde dorme, ou num local desprotegido, os gatos podem recusar-se a usá-la.
Por vezes basta apenas colocar mais uma camada de areia ou remover alguma já utilizada. Este comportamento é bastante diferente do “spraying”.
Pode o “spraying” dever-se a uma doença?
O “spraying” dentro de casa ocorre devido a distúrbios psicológicos do gato.
O veterinário poderá examinar o animal para descartar vários problemas como a diabetes, doenças renais, problemas de bexiga, etc. que podem fazer com que o gato urine no local errado, na hora errada, mas as doenças não provocam o “spraying”.
Será que um castigo resolve o problema?
É perfeitamente compreensível que fique aborrecido quando descobre que o seu gato fez as necessidades no sítio errado, dentro de casa.
Mas ralhar com ele, ou até mesmo esfregar-lhe o nariz na urina ou nas fezes não vai, infelizmente, evitar que ele o faça de novo.
O seu gato não vai perceber porque é que o dono está chateado.
É muito provável que o “spraying” tenha sido provocado por medo ou insegurança, daí que o castigo vá apenas agravar a situação.
Em que local faz ele o “spraying”?
Usualmente os locais preferidos são superfícies verticais, na entrada da casa ou de uma qualquer divisão – as ombreiras das portas são o local predilecto.
No entanto podem também fazê-lo na mobília, cortinados, etc. Há inclusive gatos que marcam qualquer objecto que tenha sido trazido para casa e não lhes seja familiar.
Como se ver livre do cheiro?
Limpe a área em causa com um pano e de seguida utilize um neutralizador de odores biológico.
Há produtos à venda no mercado, indicados para esta situação.
Os desinfectantes habituais não são de muita utilidade, uma vez que a maior parte contém amónia (um constituinte natural da urina dos gatos) o que vai fazer o seu gato pensar que outro gato marcou o local, encorajando assim de novo o mesmo comportamento.
Infelizmente o cheiro pode persistir até quatro semanas apesar de todos os esforços de limpeza. Utilizar um spray à base de feromonas, poderá resultar.
Estes odores são apenas detectados pelos gatos, e não pelas pessoas.
Quando a área estiver limpa mude para perto a taça de alimentação, uma vez que os gatos não fazem o “spraying” perto da zona de alimentação.
Mas não esqueça que, a não ser que a causa para o “spraying”desapareça, o seu gato vai simplesmente fazê-lo noutro local.
Pode o “spraying” ser evitado?
Se descobrirmos porque é que o nosso gato tem este comportamento, então há uma grande hipótese de o conseguirmos eliminar.
Isto pode exigir trabalho de detective, do dono e do proprietário.
Talvez um novo gato, agressivo, se tenha mudado para a zona e o nosso gato se sinta ameaçado.
Um gato rival pode até ter entrado em casa através do “cat flap”. Se houver um novo animal, gatinho ou cachorro, ou até mesmo um novo bebé em casa, o gato mais velho pode sentir-se nervoso.
Se houver possibilidade, mantenha a cama, a caixa da areia e os recipientes da água e da comida, numa divisão só para ele e onde os outros animais não entrem.
Deste modo, ele terá o seu próprio espaço e sentir-se-á mais seguro e confiante.
Outro método é a aplicação de feromonas naturais, na divisão onde o animal passa mais tempo.
Isto fará com que ele se sinta mais calmo e relaxado.
Deixe-o sair regularmente para se alimentar e dê-lhe atenção extra, mas vigiando-o sempre.
Uma vez que o problema esteja controlado, pode reintroduzi-lo de forma gradual e progressiva no resto da casa.
Há medicamentos que evitem o “spraying”?
Por vezes o veterinário poderá sugerir medicamentos que reduzam a ansiedade.
Estes medicamentos ajudam a curto prazo, mas é imprescindível descobrir a razão pela qual o seu gato anda infeliz.
Se o problema for complicado ou persistir poderá ser necessária a ajuda de um especialista em comportamento animal. Nós podemos ajudá-lo. |
Esterilização e Castração
Todos os anos, milhões de cães e gatos abandonados, incluindo cachorros e gatinhos, são desnecessariamente eutanasiados. A boa notícia é que cada dono pode fazer a diferença. A esterilização de cães e gatos, além de prevenir o nascimento de cachorros e gatinhos indesejados, melhora ainda a saúde e qualidade de vida dos animais de estimação. Contrariamente ao que algumas pessoas acreditam, a gravidez/gestação - ainda que uma só vez - não melhora o comportamento das cadelas e gatas. O instinto de acasalamento e gestação, pode aliás, levar a comportamentos indesejáveis e resultar em situações de stress quer para o dono quer para o animal. Apesar das boas intenções de alguns donos, muito poucos estão preparados para o trabalho necessário ao acompanhamento da gestação, cuidados com os cachorros ou gatinhos e na procura de novos donos para estes.
Esterilização cirúrgica
Durante a esterilização cirúrgica, o cirurgião remove certos órgãos reprodutivos. No caso das gatas e cadelas, normalmente são removidos os ovários e o útero. Este procedimento cirúrgico designa-se ovariohisterectomia. No caso de cães e gatos machos, os testículos são removidos e este procedimento designa-se orquiectomia, vulgarmente designado por castração. Apesar de a esterilização e a castração não serem procedimentos cirúrgicos simples, são talvez dos mais frequentemente realizados pelos veterinários. Antes da cirurgia, qualquer animal é cuidadosamente examinado para assegurar que se encontra em bom estado de saúde. A cirurgia é realizada sob anestesia geral e são administradas medicamentos para minimizar a dor. O animal deverá realizar uma actividade controlada durante os dias seguintes à cirurgia, até à cicatrização da incisão.
Benefício da esterilização e castração para a sociedade
Ambas as cirurgias previnem ninhadas indesejadas e evitam problemas comportamentais associados ao instinto de acasalamento.
Benefícios da esterilização das gatas e cadelas
As cadelas atravessam um período de estro ou cio aproximadamente cada seis meses, dependendo da raça. O cio da cadela pode durar até 21 dias, durante o qual a cadela pode, deixar marcas de sangue pela casa e tornar-se ansiosa, temperamental e procurar um macho activa e desesperadamente. A cadela em cio pode tornar-se mais conflituosa com outras cadelas, incluindo outras fêmeas na mesma casa. Durante a época de acasalamento, as gatas podem ter cio cada duas semanas até que fiquem gestantes. Durante este tempo, podem apresentar comportamentos de chamamento, como vocalizações frequentes e micção (urinar) em sítios inadequados. Com a esterilização deixam de existir os cios e também os comportamentos indesejáveis que muitas vezes levam a que os proprietários entreguem os seus animais nos canis ou até mesmo os abandonem. A esterilização de gatas e cadelas numa idade jovem é extremamente importante uma vez que evita o aparecimento de problemas de saúde graves, como são as infecções uterinas e os tumores mamários.
Benefícios da castração de cães e gatos machos
Os cães e gatos machos tornam-se sexualmente activos, em média, entre os 6 e os 9 meses de idade. Ao atingirem a maturidade, é provável que iniciem a marcação do território, ao urinar na mobília, cortinados e em outros locais da casa, com uma urina com cheiro bastante intenso e desagradável. É também provável que os machos intactos aproveitem todas as oportunidades para tentar fugir de casa em busca de um acasalamento. Os cães e gatos em busca de uma fêmea em cio tornam-se agressivos e podem ferir-se, ferir outros animais e até pessoas quando entram em lutas. É também maior o risco de serem atropelados. A castração reduz o instinto de acasalamento e pode ter um efeito calmante, tornando os animais menos propensos a fugas, logo mais felizes por estarem em casa. A castração reduz ainda o risco de desenvolvimento de doenças prostáticas e cancro testicular.
Riscos associados à cirurgia Tal como em qualquer procedimento cirúrgico, a esterilização está associada com algum risco anestésico e cirúrgico, embora a incidência geral de complicações seja bastante baixa. O momento mais aconselhada para realizar a esterilização ou castração depende de vários factores como a raça, a idade ou a condição física e estado de saúde do seu animal, sendo o médico veterinário a pessoa mais habilitada para o fazer. Mas tenha em mente que, contrariamente à crença popular, não é melhor esperar que a sua gata ou cadela tenha o primeiro cio, ou até que tenha uma gravidez, para realizar a esterilização.
Alterações de comportamento e metabolismo após a esterilização/castração
O procedimento cirúrgico não tem qualquer efeito na inteligência ou na capacidade de aprender, brincar, trabalhar ou caçar. A maior parte dos animais tende a tornar-se mais bem comportada após a cirurgia, tornando-se melhores companheiros. A alimentação com uma dieta equilibrada e a prática de exercício regular permite manter os animais com um peso aconselhado e evita riscos de saúde associados à obesidade. Aconselhe-se conosco, sobre qual a melhor dieta para o seu animal de companhia.
Benefício vs. Preço
Embora seja um valor elevado, esta é uma despesa única, que pode melhorar dramaticamente a qualidade de vida do seu animal de companhia. Se restarem dúvidas, considere as despesas para a sociedade com o tratamento e alimentação de animais abandonados e maltratados que todos os anos são recolhidos por canis e associações.
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Cuidados com um novo cachorro
Todos os cachorrinhos são queridos e é bastante tentador adquirir um, quase por acidente. Adquirir um cachorro é uma grande responsabilidade, basta pensar que ele não vai ficar cachorro para sempre. No espaço de um ano, vai ter um cão adulto, que se espera que viva cerca de 10 anos ou mais. Antes de adquirir um cachorro pense se está preparado para assumir um compromisso a longo prazo, e em caso afirmativo, qual é o melhor tipo ou raça de cão que melhor se adequa ao seu estilo de vida.
Onde adquirir um cachorro?
Existe uma grande variedade de raças e se decidir adquirir um cachorro de uma qualquer raça, deve contactar um veterinário ou um criador para obter mais informações e se realmente é o tipo certo de cão para si. Ouça atentamente as informações prestadas e pense se está realmente a fazer a escolha acertada. Não compre cachorros a pessoas ou em locais que não lhe transmitam confiança, embora lhe possa parecer um negócio tentador. Peça sempre para ver o cachorro com a mãe e de preferência no local onde habitam. Se tiver crianças, deve preferencialmente escolher um cachorro criado num ambiente onde também existam crianças. Os centros de recuperação de animais ou os canis têm permanentemente cachorros e animais para adopção. Pode-lhe até ser mais conveniente adquirir um animal adulto e já treinado. Não se esqueça no entanto, de que terá havido uma razão para o abandono desse animal. Se possível tente perceber qual.
Como posso saber se o meu cachorro é saudável?
Se o cachorro já for portador de uma doença poderá nunca recuperar totalmente. Um cachorro saudável deverá ter os olhos brilhantes e um pêlo limpo e lustroso. Evite escolher um cachorro com uma barriga dilatada ou com um pêlo seco e com descamação. Leve o cachorro ao veterinário para um exame clínico o mais rápido possível. Só ele lhe poderá dizer se o cachorro está saudável.
Quais os sinais de bom temperamento?
Um cachorro saudável e equilibrado deve ser activo, curioso e brincalhão. Se for nervoso ou parecer apático, não é bom sinal. Contudo os cachorros dormem durante longos períodos, logo o ideal será visitar o cachorro mais do que uma vez, em alturas diferentes do dia, antes de tomar a decisão final. As primeiras experiências são importantes na vida de um cachorro, para que se adapte bem e seja feliz na sua nova casa. O ideal será escolher um cachorro de uma casa de certo modo semelhante à sua. Se tiver crianças ou gatos, o ideal será que o cachorro já esteja familiarizado com ambos.
Que informações devo obter do criador?
Os cachorros devem apenas deixar a mãe entre as oito e as doze semanas. Antes de levar o cachorro para casa deverá informar-se sobre que tipo de cuidados lhe eram prestados, deverá alimentá-lo com o mesmo tipo de alimento ou no caso de mudar deverá fazê-lo gradualmente. No caso de já ter sido vacinado, deve exigir sempre o boletim de vacinas assinado e carimbado por um veterinário. A desparasitação é muito importante, e deve ser feita sempre, normalmente de 15 em 15 dias nos primeiros meses de vida. Informe-se da data da última desparasitação e consulte o veterinário sobre a continuidade do tratamento em sua casa.
De que equipamento necessito?
Assegure-se de que tem todas as coisas antes de levar o cachorro para casa. Recipientes para água e comida, uma cama confortável, coleira com identificação e caso seja necessário material de “grooming”. Brinquedos são também uma excelente ideia.
E se já houverem outros animais na casa?
Até que o cachorro complete o protocolo de primovacinação (por volta das 12 -14 semanas), deve apenas contactar com animais vacinados. Se tiver outros animais, estes devem ser apresentados gradualmente e nunca os deixe sozinhos nos primeiros encontros. É muito importante para o cachorro ter contacto com outros animais e pessoas o mais cedo possível. Uma vez que a primovacinação esteja completa tente sair e passear o mais possível com o seu cachorro. Existem já em muitos locais classes de socialização para cachorros, onde estes podem contactar com outros da mesma idade. Procure frequentar aulas de treino, ou procure bibliografia sobre o comportamento canino. Lembre-se que os maus hábitos aprendidos cedo são difíceis de desaparecer.
Que outros cuidados são necessários?
Os cuidados com o pêlo são essenciais.
A escovagem diária é imprescindível para um pêlo saudável e bonito. Começe o mais rápido possível para que o cachorro se habitue, e vai ver que rapidamente ele próprio vai procurar junto de si este tipo de atenção. As patologias dentárias são frequentes em cães, mas podem evitar-se, tal como nos humanos, através da escovagem diária dos dentes ou outros meios de prevenção do tártaro. Se começar este tipo de rotinas cedo, será muito mais fácil continuar quando o animal já for adulto. Existem escovas e pastas adequadas para cães. Não use pasta de dentes ou elixir para humanos em cachorros, eles não vão gostar da espuma nem do sabor.
O meu cachorro precisa de vacinas?
Existem várias doenças altamente infecciosas (e potencialmente fatais) que um cachorro pode apanhar. Não existe tratamento eficaz para muitas dessas doenças e muitos dos cachorros que as desenvolvem, infelizmente acabam por morrer. Para que o seu cão seja saudável, assegure-se de que o seu cachorro recebe o protocolo inicial de vacinas completo e posteriores revacinações anuais. Consulte protocolos de vacinação em serviços. |
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Os parasitas e o seu animal de estimação
É essencial estabelecer um programa de desparasitação adequado para que o seu animal esteja prevenido contra todas as infestações assim como o resto da família. As parasitoses que atingem os nossos fiéis animais de estimação podem representar um potencial risco para a saúde pública, em especial para as crianças que se encontram mais vulneráveis, pelo seu íntimo contacto com eles e o seu ambiente, podendo causar severos transtornos para a saúde.
As infestações por parasitas são muito comuns em cães e gatos, não só no meio rural como no meio urbano.
Os cães e os gatos podem ser infestados por uma ampla variedade de parasitas intestinais, capazes de produzir no hospedeiro problemas de saúde em grau variável. Estes parasitas interferem com a absorção de nutrientes essenciais e podem originar uma variedade de sintomas tais como perda de apetite, perda de peso, comichão anal, pêlo baço e quebradiço, vómitos, diarreias, obstipação. Os parasitas são também responsáveis pela depressão do sistema imunitário dos animais, tornando-os mais susceptíveis a infecções virais e/ou bacterianas.
Essencialmente, existem dois tipos de parasitas: vermes redondos (Nemátodes) e vermes planos (Céstodes). Em Portugal os vermes redondos mais frequentes são os ascarídeos e os ancilostomas. No grupo dos vermes planos, mais conhecidos por ténias, o mais comum de todos é o Dipylidium caninum. Os cães são ainda infestados por outras espécies de ténias como o Echinococcus granulosus, que pode provocar lesões graves no Homem.
Assim, é muito importante para uma adequada prevenção e controlo dos parasitas intestinais fazer um tratamento que, de uma só vez, seja efectivo para vermes redondos e para vermes planos. Só terá que desparasitar o seu animal de estimação uma vez de três em três meses (programa recomendado pelos principais laboratórios).
Para mais informações, consulte-nos.
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Cuidados a ter com Gatos Idosos
É provável que os gatos idosos tenham um ou vários problemas de saúde. No entanto, com a sua ajuda, poderão ter ainda à sua frente uma vida prolongada e confortável.
1- Qual é a idade considerada geriátrica para os pacientes felinos?
Os gatos podem começar a manifestar alterações relacionadas com a idade entre os 7 e os 10 anos; a maioria dos animais manifesta essas alterações por volta dos 12 anos.
Pode ser evidente um declínio da condição geral do animal e uma aparência geral menos cuidada.
2- Principais cuidados com os gatos idosos?
Os cuidados com os gatos idosos devem ser dedicados ao controlo e monitorização de doenças crónicas, à prevenção da progressão de doenças e á criação de condições necessárias para uma boa qualidade de vida.
- Reconhecer e controlar factores de risco para a saúde;
- Detectar doenças na sua fase pré-clínica;
- Corrigir ou atrasar a evolução de alterações existentes;
- Melhorar ou manter a funcionalidade residual.
3- Qual é o programa de saúde recomendado para gatos idosos sem sinais clínicos de doença?
Na avaliação de cada paciente deve ser obtida uma história médica e comportamental completa. A realização de um exame físico detalhado, incluindo os sinais vitais (temperatura, frequência do pulso, frequência respiratória, cor das mucosas e tempo de enchimento capilar, estado de hidratação) pode ajudar a estabelecer o que é normal para um determinado animal e a reconhecer alterações como um sopro cardíaco, dor, rins pequenos e irregulares ou um nódulo na tiróide. Incluída no exame físico, é desejável nos gatos de todas as idades a medição da pressão sanguínea. Num gato idoso saudável devem ser realizados anualmente pelo menos os seguintes testes de diagnóstico de rotina:
- Hemograma, incluindo o hematócrito, contagem dos glóbulos vermelhos e brancos, concentração de proteína total, contagem de plaquetas;
- Determinação da concentração de tiroxina (t4) para pesquisa de hipertiroidismo;
- Análise completa de urina obtida por cistocentese;
- Testes para os virus da leucemia felina (FELV) e da imunodeficiência felina (FIV);
- Devem ser realizadas análises de fezes e controlos parasitários nos gatos que se encontrem em situação de risco de exposição a parasitas internos e externos, pelo que deve ser considerada a realização de um exame coprológico.
Estes testes ajudam a dispor de uma panorâmica geral dos principais sistemas orgânicos e a identificar os problemas precocemente.
4- Qual é o programa de saúde recomendado para gatos idosos com sinais clínicos de doença?
Deve ser realizado um exame físico detalhado cada seis meses, dependendo da condição médica e do estado de saúde do animal. Alguns pacientes podem ter necessidade de ser observados com maior frequência se os sinais clínicos evoluírem rapidamente ,ou se se alterarem. Além dos exames descritos no capítulo anterior, nos gatos com sinais clínicos, a medição da pressão sanguínea é ainda mais importante. Uma pressão elevada pode ser causada por diversas doenças, tanto as que são comuns na prática clínica (p. ex. hipertiroidismo, diabetes mellitus, insuficiência renal, hepática ou cardíaca, obesidade), como outras mais raras (hiperadrenocorticismo, tumores). Além disso, uma pressão sanguínea elevada pode ser um assassino silencioso, sem provocar sinais clínicos evidentes. Nos gatos idosos com sinais clínicos de doença e quando indicado, devem também ser realizados testes de despiste de dirofilaria.
5- Quais as doenças comuns nos gatos idosos?
Nos gatos idosos são observados mais frequentemente os oito problemas seguintes: hipertiroidismo, insuficiência renal crónica, hipertensão sistémica, cancro, diabetes mellitus, doença inflamatória intestinal, doenças cardíacas e doenças dentárias. Nos gatos idosos a probabilidade de ocorrência simultânea de diversos problemas é superior à que se verifica para os gatos jovens.
6- Qual a melhor dieta para os gatos idosos?
As principais marcas de alimentação animal desenvolvem continuamente dietas formuladas para gatos idosos. São dietas fisiológicas e têm como objectivo minorizar o aparecimento de patologias. Contudo, nem todos os gatos devem ser alimentados da mesma maneira, ou por outro lado, as dietas fisiológicas podem não cobrir todas as necessidades de alguns gatos.
Existem dietas especiais para gatos idosos com problemas de saúde como doenças renais, hepáticas ou gastrointestinais, problemas cardíacos, obesidade entre outros.
7- Com que frequência devem ser limpos os dentes dos gatos idosos?
As bactérias associadas ao tártaro dentário e a dor consequente a uma doença dentária ou gengival contribuem para o declínio geral dos pacientes idosos. Nestes animais os dentes devem continuar a ser limpos regularmente; devem também ser realizadas as extracções necessárias para garantir um bom estado de saúde dentária. Com uma boa saúde dentária, são menos prováveis as infecções secundárias e a diminuição da ingestão de alimento devido à dor dentária.
8- Quais os problemas comportamentais mais comuns nos gatos idosos?
Os problemas comportamentais mais comuns nos gatos são certamente a defecação e a emissão de urina inapropriadas. A obtenção de uma história detalhada e a realização de um exame físico completo e de exames de diagnóstico ajudarão a identificar esses problemas subjacentes. Outro problema comportamental dos gatos idosos é uma alteração de atitude, descrita normalmente como o animal ter-se tornado mais agressivo ou irritável. Devem ser consideradas como causas possíveis destas alterações uma doença ou dor subjacente. Alguns clientes comentarão que os seus gatos estão a ficar mais calmos à medida que envelhecem. Embora isso seja possível, é prudente assegurar que essa letargia não se deve a qualquer problema subjacente, como por exemplo uma doença cardíaca, hipertensão ou alguma doença metabólica.
9- Como deve ser realizado o controlo da dor nos gatos idosos?
Dor é sempre dor, independentemente da idade do paciente. O tratamento da dor deve ser iniciado logo que é possível, quer se trate de uma dor aguda ou de uma dor crónica. Deve ser dada especial atenção a quaisquer condições subjacentes ou interacções medicamentosas. Algumas causas de dor crónica incluem doenças articulares degenerativas, doenças inflamatórias, doenças dentárias e neoplasias. A dor aguda pode dever-se a traumatismos, intervenções cirúrgicas, neoplasias e condições como pancreatites, doenças do tracto urinário e problemas gastrointestinais.
10- Quais os cuidados anestésicos especiais para os gatos idosos?
A idade avançada não é uma razão para evitar anestesiar estes pacientes. No entanto, devem ser tomadas em consideração condições subjacentes quando se seleccionam fármacos anestésicos e se administram tratamentos de suporte. Foi sugerida a administração intravenosa de fluidos antes, durante e depois das intervenções, com a finalidade de prevenir um comprometimento renal devido à hipotensão associada á anestesia geral e a permitir dispor de um acesso vascular, caso se torne necessário numa emergência. Também é importante monitorizar os gatos idosos antes e durante a anestesia. Antes desta devem também ser realizados os exames sanguíneos adequados. Deve ser medida a pressão sanguínea e realizar um electrocardiograma e estes parâmetros devem ser monitorizados enquanto ao animal está anestesiado.
Para mais informações, consulte o seu Médico Veterinário |
Pulgas e Carraças
Os parasitas externos são oportunistas, vivendo amplamente distribuídos na pele dos nossos animais de companhia. Felizmente, com os excelentes programas de prevenção veterinários existentes actualmente, é possível um controlo eficaz das pulgas e carraças.
Pulgas
As pulgas fazem a vida negra aos cães e gatos, causando prurido intenso. E quanto mais se coçam, mais intenso é o prurido. Estes insectos irritantes causam prurido de duas maneiras: primeiro picam uma zona da pele e começam a sugar sangue até ficarem cheias, ou, picam em sítios diferentes até atingir o mesmo objectivo. Normalmente escolhem zonas de pele mais fina e sensível como as orelhas, a base da cauda e barriga. As picadas por si só, causam irritação suficiente, mas muitos animais desenvolvem alergia à saliva das pulgas, mesmo com a picada de uma única pulga. Por vezes a alergia é tão intensa que os animais coçam-se e auto-mutilam-se até perder grandes quantidades de pêlo, sangram, e formam enormes feridas infectadas. Se vir o seu animal a coçar muito ou a morder uma zona, está na altura de pesquisar se há pulgas. Muitas vezes não se vêm as pulgas, mas são perfeitamente visíveis as fezes das pulgas como pequenas bolinhas escuras nos pêlos, correspondentes ao sangue digerido. Com os mais variados produtos disponíveis actualmente, não há razão para o seu animal sofrer mais. As pulgas existem principalmente nos gatos, portanto se tiver animais em contacto com gatos, deve incluí-lo no programa de prevenção.
Carraças
As carraças são uma peste não só porque mordem e causam irritação cutânea local, mas porque são portadoras de outros agentes infecciosos transmissíveis aos cães e humanos, causadores da febre da carraça. As carraças vivem na relva e ervas rasteiras, possuindo uma substância pegajosa que lhes permite subir para o seu animal. Depois fixam-se numa zona favorável e iniciam a sua refeição durante horas ou dias. É nesta fase que é transmitida a febre da carraça. Se o seu cão aprecia passeios no exterior, aplique um produto que impeça as carraças de o morderem. Aconselhe-se com o seu Médico Veterinário sobre o melhor produto, uma vez que estão sempre a surgir novos no mercado. Mesmo assim continue a verificar o seu cão sempre que acaba um passeio e entra em casa, principalmente na face, orelhas e patas. Contudo, elas podem estar em qualquer lado. |
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Doenças do tracto urinário inferior em gatos |
Cuidados a ter antes e após a Cirurgia
Uma grande parte dos animais de companhia irá, em alguma fase da sua vida, ser submetido a uma intervenção cirúrgica, por exemplo, para esterilização ou castração, ou para tratamento de uma qualquer doença.
Nos dias de hoje, a maior parte das cirurgias em cães e gatos são bastante seguras, mas o sucesso do tratamento e a recuperação dependem também da qualidade dos cuidados prestados pelos donos antes e após a cirurgia.
Cuidados a ter antes da cirurgia
Se a cirurgia não for uma emergência pode ser bastante útil tirar uns dias de folga para que possamos tomar conta do nosso animal durante o período de recuperação.
O risco de quaisquer complicações durante e após a cirurgia tem reduzido bastante devido à utilização de técnicas cirúrgicas inovadoras e à segurança das anestesias praticadas.
É muito importante que o animal tenha as vacinas em dia antes da cirurgia, uma vez que o stress pós-cirúrgico pode reduzir a resistência do sistema imunitário para as doenças infecciosas.
Para reduzir o risco de vómito quando o animal está sob anestesia geral, deve ser retirado o alimento cerca de 12 horas antes da intervenção cirúrgica.
No entanto o animal deve ter sempre água à disposição até ao dia da cirurgia.
Como é a preparação para a cirurgia?
A Clínica Veterinária de Vilamoura realiza as cirurgias de rotina durante o período de fim da manhã ou ao início da tarde.
O animal deve ser entregue de manhã e é muito importante que chegue à hora marcada, para que haja tempo para os procedimentos pré-anestésicos.
Num dos membros anteriores será rapado uma pequena àrea de pêlo, de modo a colocar um cateter na veia, para que lhe seja administrado soro e medicações endovenosas.
Quando entregar o seu animal ser-lhe-á pedido que assine um documento, atestando que tem conhecimento e concorda com a cirurgia e anestesia a realizar.
Quando é que o meu animal pode ter alta?
Quando o seu animal for admitido para cirurgia, ser-lhe-á pedido que confirme o seu contacto e será informado a que horas poderá ligar para ter informações acerca do seu animal.
Após cirurgias de rotina, a maioria dos animais poderá ter alta algumas horas após despertar da anestesia. Alguns animais poderão demorar mais a recuperar e só poderão regressar a casa quando estiverem totalmente conscientes.
O veterinário ou a enfermeira irão informá-lo quando é que o animal poderá comer e beber de novo, quais as medicações a administrar e quando, e se será ou não necessário voltar para tirar pontos.
Como vou tratar do meu animal em casa?
Mantenha o seu animal quente durante o trajecto para casa. Em casa deverá mantê-lo num local sossegado e aquecido até que ele recupere totalmente.
Os gatos devem ser mantidos dentro de casa (sempre com acesso a uma caixa de areia) e os cães não devem ser levados a passear nas 24 horas seguintes (devendo sair apenas para fazer as necessidades).
Tente manter o seu animal o mais calmo possível, porque movimentos bruscos podem rasgar as suturas.
Idealmente os gatos devem ser confinados a casa e os cães passeados à trela até que os pontos sejam retirados.
O veterinário deverá prescrever anti-inflamatórios, antibióticos ou outras medicações para manter o seu animal confortável e prevenir infecções.
O meu animal vai ficar doente após a anestesia?
É bastante comum que o animal pareça cambaleante durante algumas horas após a anestesia geral.
Pode inclusive dormir mais e mais profundamente e poderá ter dificuldade em manter-se de pé.
Se o animal tiver fome, pode dar-lhe uma pequena quantidade de comida. Ocasionalmente poderá sentir-se enjoado e vomitar.
Se isto acontecer deverá colocar água à sua disposiçãoe não o alimentar nas próximas 24 horas.
Durante a anestesia, é colocado um tubo endotraqueall para o ajudar a respirar, o que pode causar irritação na traqueia e causar tosse durante uns dias.
A que devo prestar atenção após a cirurgia?
Se o seu animal continuar apático ou se mover de modo instável, após as 24 horas iniciais, deverá ligar ao veterinário para aconselhamento.
Se os pontos se soltarem ou rasgarem, ou se houver alguma convulsão, vómitos, inchaços, corrimento ou hemorragias da zona da sutura deve contactar o veterinário imediatamente.
Como se pode evitar que o animal arranque os pontos?
A maioria dos animais vai tentar lamber as feridas/ suturas, mas eventualmente habituar-se-ão aos pontos.
As feridas cicatrizam depressa se forem mantidas limpas e secas, em contacto com o ar.
Evite tapar as feridas e sempre que vir o seu animal a lamber as feridas, impeça-o.
Se ele persistir em querer tirar os pontos, deverá colocar-lhe um colar isabelino em volta do pescoço e cabeça, para impedir que o faça.
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Como Evitar as 8 Emergências
No que respeita á saúde e bem-estar do seu animal de companhia, a prevenção é a melhor opção. As dicas que se seguem são orientações de modo a manter o seu animal longe do perigo. Acidentes podem acontecer de qualquer modo, mas se vigiar atentamente e praticar hábitos saudáveis, pode minimizar as emergências médicas. Se praticar os primeiros socorros deve de seguida consultar o seu médico veterinário. É prudente ter sempre à mão o n.º de telefone do seu veterinário ou de uma clínica com urgências durante 24 horas. Armazene com cuidado todos os compostos que possam ser tóxicos (exemplo: anticongelante, insecticidas, desinfectantes). Não tenha em casa plantas que sejam venenosas para os gatos. Não deixe o seu cão ou gato andar por quintais ou campos que tenham sido recentemente tratados com insecticidas ou outros produtos químicos, nem beber água ou qualquer outro produto de origem desconhecida.
1- ATROPELAMENTO Se tem um gato, não o deixe andar na rua. Nunca deixe o seu cão passear sem trela perto de estradas.
2- INGESTÃO DE OBJECTOS ESTRANHOS Não deixe o seu cão ou gato brincar com fios, ou brinquedos suficientemente pequenos para serem engolidos.
3 - GOLPE DE CALOR Nunca deixe o seu animal dentro do carro ao sol. Não deixe que ele aqueça demasiado num dia de calor e proporcione sempre livre acesso a sombra e água.
4 - ENVENENAMENTO Armazene com cuidado todos os compostos que possam ser tóxicos (exemplo: anticongelante, insecticidas, desinfectantes). Não tenha em casa plantas que sejam venenosas para os gatos. Não deixe o seu cão ou gato andar por quintais ou campos que tenham sido recentemente tratados com insecticidas ou outros produtos químicos, nem beber água ou qualquer outro produto de origem desconhecida.
5 - FERIDAS Ao contrário da opinião comum, andar na rua é perigoso para os gatos. Manter o seu gato dentro de casa minimiza o risco de feridas e abcessos. Vigie enquanto o seu cão brinca e passeia e evite o contacto com vidros ou outros materiais aguçados bem como com outros animais agressivos.
6 - QUEIMADURAS Não deixe o seu animal só no mesmo compartimento com velas ou outras chamas. Use uma protecção na lareira. Cuidado com fios eléctricos. Não deixe o ferro de engomar quente em local acessível.
7 - QUEDAS Apesar de ser natural nos gatos saltar e trepar, alguns caem de sítios altos e perigosos. Gatos que vivem em apartamentos caem facilmente de janelas abertas ou varandas. Tenha o cuidado de manter janelas fechadas e vedar o acesso a varandas.
8 - AFOGAMENTO Use um alarme na piscina. Para os gatos mantenha todos os recipientes com água tapados como por exemplo as sanitas. Vigiar os cães junto aos lagos, rios, etc.
Para uma informação mais detalhada, consulte o seu médico Veterinário |
Infecção Uterina em Animais - Piómetra
Piómetra significa uma infecção uterina. No entanto, a maioria das piómetras são mais difíceis de controlar do que uma simples infecção. A infecção inicia-se nas paredes uterinas como resultado de alterações hormonais. Após o cio, os níveis de progesterona permanecem elevados por 8-10 semanas preparando as paredes uterinas para a gravidez. Se a fêmea não engravida ao longo de vários cios, as paredes uterinas continuam a engrossar até formar quistos. As paredes uterinas quísticas segregam líquido para o interior do útero, criando um ambiente favorável ao crescimento bacteriano. Por outro lado os níveis elevados de progesterona inibem a contracção uterina e a expulsão da infecção.
Causas da Infecção Uterina em Animais - Piómetra
O cérvix é a porta de entrada no útero. O cérvix está fechado a não ser durante o ciclo éstrico (cio). Durante o cio, as bactérias que se encontram na vagina podem contaminar o útero por via ascendente. Numa situação normal o útero é resistente à multiplicação bacteriana, no entanto, quando as paredes uterinas estão espessadas e quísticas o ambiente torna-se favorável ao desenvolvimento de piómetra. O uso de medicações à base de progestagénios (contraceptivos) também pode causar piómetra. Sintomatologia Os sinais clínicos surgem em função de o cérvix estar aberto ou fechado. Se estiver aberto é visível o corrimento vaginal purulento. É notado frequentemente na pele, pêlo ou na cama. Os animais podem apresentar febre, letargia, anorexia e depressão. Se o cérvix estiver fechado, não é visível o corrimento de pus. Desenvolve-se distensão abdominal pela sua acumulação no útero. As toxinas libertadas pelas bactérias são absorvidas para a circulação, levando a um estado de doença generalizado. Anorexia e depressão severa são normalmente visíveis. Podem surgir vómitos e diarreia. O rim pode ser afectado pelas toxinas bacterianas, levando o animal a produzir mais urina e a ingerir mais água. Isto ocorre tanto em piómetras abertas como fechadas. Diagnóstico Qualquer cadela gravemente doente, que bebe em excesso e não foi esterilizada pode ser suspeita de ter uma piómetra. Torna-se ainda mais provável se existir corrimento vaginal ou se o abdómen se apresentar distendido. As cadelas com piómetra apresentam uma elevação marcada da contagem das células brancas e também das globulinas (um tipo de proteína produzido pelo sistema imune) no sangue. A gravidade específica urinária é bastante baixa devido aos efeitos tóxicos das bactérias nos rins. Contudo todas estas alterações podem estar presentes em animais com outro tipo de infecções graves. Se o cervix estiver fechado , uma radiografia abdominal permite frequentemente identificar um útero distendido. Se o cervix estiver fechado a distensão uterina é baixa e a radiografia intestinal poderá não ser conclusiva. A ecografia abdominal pode também ser útil na identificação de um útero distendido e na diferenciação de uma gravidez normal. Tratamento Sempre que possível, o tratamento de uma piómetra deve ser cirúrgico, retirando-se útero e ovários (ovariohisterectomia). Uma vez que estes animais estão bastante mais debilitados, esta não é uma cirurgia de rotina, como quando realizada em animais saudáveis. Em todos os casos devem administrar-se fluidos (soro) antes, durante e após a cirurgia e devem ser administrados antibióticos durante uma a duas semanas. Para mais informação ou aconselhamento, contacte-nos. |
Comportamento Felino - Gatos
Os gatos são criaturas muito especiais e apesar de todos os esforços feitos pelo Homem, não são assim tão distantes dos seus antepassados selvagens. Tem uma variedade enorme de padrões comportamentais e uma linguagem própria. Assim sendo, quando os trazemos para as nossas casas e os tentamos domesticar, eles continuam a ser eles próprios e a fazer “o que bem lhes apetece”. Isto pode ser bastante frustrante para certos donos de gatos, mas a verdade é que nós temos que aprender a viver com eles e não eles connosco. Perceber porque é que os gatos se comportam de determinada maneira, pode ajudar-nos a desenvolver estratégias para persuadir o gato a fazer o que nós queremos.
O treinos dos gatos
Os Gatos são bastante mais dificeis de treinar do que os cães, porque os cães gostam de nos agradar. Os gatos por outro lado, estão altamente motivados, mas apenas para se satisfazerem a eles próprios. A chave para o treino dos gatos, é assegurarmo-nos de que quando eles fazem o que desejamos, são altamente recompensados. Os comportamentos não desejados devem tornar-se desagradáveis para o gato. A punição não resulta, o gato irá continuar a comportar-se de maneira errada quando não estivermos presentes. Alguns gatos tem comportamentos indesejáveis apenas para chamar a atenção, atenção essa que funciona como recompensa para que o gato continue a ter o mesmo comportamento.
Treino de Gatos para o uso da caixa da areia
Os gatos são animais asseados por natureza e a utilização da caixa de areia é, na maioria dos casos, quase instintiva. Depois de o alimentar o depois ele acordar, leve-o para perto de uma caixa de areia limpa. Assim que o gato entrar na caixa, raspe na areia com mão de maneira a lhe despertar o interesse. A caixa da areia deve sempre estar limpa, para que o seu gato a possa utilizar sempre que quiser. Demonstre-lhe o seu agrado sempre que ele a utilizar.
O Instinto da Predação
Muitos donos dificilmente aceitam o facto de que o seu querido animal de estimação é simultaneamente um predador cruel. É especialmente difícil para alguns, viver com um animal que insiste permanentemente em trazer as suas presas para casa. Caçar é um instinto muito forte nos gatos que irão continuar a caçar e a apanhar presas, mesmo quando são bem alimentados. Os gatinhos usam o instinto de predação nas brincadeiras e à medida que crescem desenvolvem as suas capacidades com a prática. O único modo de impedir o seu gato de caçar é mantê-lo fechado em casa. Colocar-lhe uma campainha na coleira poderá levar a uma redução do número de presas que ele apanha.
O Instinto de Arranhar
As unhas são uma parte importante do “armamento” dos gatos no meio selvagem. Usam-nas para caçar, lutar e trepar. Como tal é importante que as unhas se mantenham afiadas e em boa condição. Arranhar algo, é a melhor maneira que o gato tem para remover as camadas mais antigas das unhas e mantê-las em perfeitas condições. A mobília é um dos muitos locais que os gatos podem utilizar para o fazer, mas os donos poderão tentar que este comportamento se torne desagradável, por exemplo, gritando ou fazendo barulho. No entanto, deverá ensinar ao gato onde é que ele pode arranhar, para que ele possa marcar e definir o próprio território. Se o comportamento persistir, poderá vir a precisar de alguns conselhos do seu veterinário, para que consiga lidar com a situação.
Para mais informações e conselhos, consulte-nos. |
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Doenças dentárias em Gatos |
Cuidados a ter com os Animais Geriátricos
Todos nós achamos um cachorro ou gatinho amoroso e saudável, mas eles crescem muito rápido.
Com cerca de 2 anos de idade, gatos e cães são já adultos.
Contudo, dependendo da raça, eles têm diferentes taxas de crescimento e a maioria dos animais com 8 ou 9 anos são já considerados geriátricos / idosos.
Muitas raças demonstram sinais de envelhecimento ainda mais cedo.
Como mantenho o meu animal saudável?
Como todos nós, os nossos animais ficam menos activos e têm tendência a aumentar de peso com a idade.
O seu animal pode não querer ir tantas vezes à rua como antes. A maioria dos animais fica mais amiga do dono com o avançar da idade, querendo mais atenção e querendo estar mais tempo com o dono.
Alguns têm tendência a ficar mais resmungões.
Se o comportamento do seu animal se alterar, ele deve ser examinado, podendo tratar-se de um sinal de doença ou dor.
Animais idosos requerem tanto ou mais cuidados de saúde que os jovens.
A vacinação regular é bastante importante ao longo da vida do seu animal, podendo assim prevenir doenças infecciosas que podem ser bastante sérias em animais idosos.
Os animais geriátricos precisam de alimentação especial?
Se o seu animal estiver a aumentar de peso, pode ser necessário reduzir a quantidade de comida que lhe dá.
Por outro lado, se o seu animal estiver a perder peso, poderá ser necessário aumentar a quantidade ou mudar a qualidade da dieta.
Com a idade o paladar e olfacto podem ficar reduzidos e se o seu animal tiver pouco apetite, poderá ser necessário mudar para uma dieta com sabores mais intensos.
Animais idosos têm mais dificuldade na digestão e poderão ter que comer mais para terem o mesmo aporte de nutrientes. O seu animal deve ser sempre consultado se perder ou ganhar peso, podendo tratar-se de uma condição clínica que necessite tratamento.
Nós podemos aconselhar a dieta mais específica para o seu animal.
Deve existir sempre àgua limpa disponível, uma vez que os animais idosos têm tendência a beber mais.
Que doenças podem ter os animais geriátricos?
Tal como em nós, com o avanço da idade, o organismo dos nossos animais começa a trabalhar com menos eficiência.
O coração ou os rins podem já não funcionar como antes, os animais podem desenvolver massas cutâneas ou mesmo massas internas.
Com um exame clínico rigoroso, todas estas situações podem ser diagnosticadas numa fase precoce. Se está preocupado/a com a saúde do seu animal idoso não hesite em marcar uma consulta de acompanhamento.
Vale a pena tratar uma doença num animal geriátrico?
Apesar de as raças gigantes terem uma esperança média de vida de aproximadamente 10 anos, raças pequenas podem viver 20 anos ou mais e se o seu animal for examinado regularmente, muitos problemas podem ser evitados antes de se tornarem realmente sérios.
A idade não é motivo para não tratar o seu animal, porque se ele for mantido saudável, terá uma melhor qualidade de vida.
Muita gente tem um relacionamento muito especial e próximo com o seu animal, fazendo parte da família.
À medida que vai envelhecendo, ele precisa de si mais do que nunca.
O Sr./Sra. é quem o conhece melhor e cabe a si identificar pequenas alterações na sua vida que possam indicar que algo não está bem.
Para mais informação, não hesite em consultar-nos! |
Anestesia geral em Animais de Estimação
O que é uma anestesia?
Anestesia é a perda se sensibilidade. Quando falamos em anestesia, normalmente referimo-nos à anestesia geral.
A Aanastesia indica-nos um estado de inconsciência produzido por drogas em que a ausência de dor e o relaxamento muscular estão presentes.
Todos os anestésicos têm os seus riscos e cada Animal de Estimação reage de maneira diferente aos fármacos administrados. Nos últimos anos houve grandes avanços quanto á eficácia e á segurança dos agentes anestésicos. É usual o preenchimento de autorizações anestésicas por parte dos proprietários, não porque tememos o pior, mas simplesmente para garantir que os donos tomam conhecimento dos riscos envolvidos numa anestesia geral. Pode estar seguro quanto é monitorização do seu animal durante todo o procedimento e sua recuperação.
O que acontece quando entrego o meu animal na Clínica Veterinária?
Após a entrega do seu Animal de Estimação, ele vai ser avaliado correctamente de modo a evitar situações que ponham em causa um bom procedimento anestésico. É importante cumprir as 12 horas de jejum antes de qualquer anestesia. Como parte da examinação pré-anestésica, é dada medicação analgésica e sedativa. Esta combinação permite que o seu animal seja examinado sem dor e sem stress, no entanto permanece consciente do meio que o rodeia. A analgesia garante que o seu animal recupera do procedimento cirúrgico totalmente confortável e sem dor.
Que tipo de anestesia leva o meu animal?
Actualmente existem disponíveis diferentes combinações anestésicas. Após a examinação e a pré-medicação, o animal é induzido com anestesia geral envolvendo a administração endovenosa, a qual deve ser dada através do soro. Após a perda de consciência o seu animal é deitado lateralmente e é feita uma entubação endotraqueal através da laringe. O tubo é então acoplado á máquina anestésica e a anestesia entra numa fase de manutenção. Aqui, utilizamos anestesia gasosa com isoflurano e oxigénio. Este protocolo permite que enquanto inconsciente, o seu animal receba oxigénio suficiente para a oxigenação das células corporais. Por outro lado torna mais fácil o doseamento adequado da quantidade de anestesia administrada. Os agentes voláteis têm um período de acção muito mais curto que os agentes injectáveis, permitindo o controlo muito mais preciso da anestesia.
O meu animal já é geriátrico. Será que ele aguenta uma anestesia?
Até há muito pouco tempo atrás, a maioria dos agentes anestésicos comprometiam a oxigenação cardíaca e cerebral. Actualmente utilizamos anestésicos que reduzem drasticamente esses riscos, não existindo razão para não anestesiar um animal idoso. O conceito de anestesia balanceada permite que o seu animal recupere a consciência imediatamente após sair da mesa de cirurgia.
Pode um Animal de Estimação não aguentar um choque anestésico?
Tratamento para o choque anestésico é protocolado em todos os procedimentos anestésicos. Por essa razão os animais são todos colocados a soro antes, durante e após a anestesia. Durante este período o seu animal é monitorizado cuidadosamente, em especial a frequência respiratória e cardíaca.
Na eventualidade de haver algumas questões relacionadas com uma anestesia que o preocupem, não hesite em contactar-nos. |
Analgesia e controlo da Dor
Actualmente o controlo da dor é uma importante parte do tratamento em qualquer situação que envolve dor. Até em procedimentos simples como castrações de rotina, a dor está presente. O seu controlo deverá ser feito em todos os passos cirúrgicos.
O que é a dor?
Dor e desconforto são fenónenos físicos bastante difíceis de determinar, especialmente em animais. Assim, a sua classificação não é facil, no entanto, é normalmente classificada em escala. Por exemplo ligeira, moderada, intensa ou extrema. Também pode ser classificada pela sua duração: aguda ou crónica. Por exemplo, dor aguda ocorre após um acidente, enquanto dor crónica é decorrente de osteo-artrite ou cancro.
E a ansiedade? Está relacionada com dor?
A ansiedade é mais psicológica do que física, e pode estar ou não associada á dor e desconforto. Por exemplo, quando uma fémea é separada da sua ninhada ou um animal social é guardado sozinho, podem sofrer de ansiedade. Neste caso haverá dor? Outro exemplo é quando um animal volta para casa após uma cirurgia. Normalmente esse animal dorme com os donos, mas há restrições pós operatórias em subir escadas e o animal fica a dormir na cozinha passando a noite a ladrar e a raspar na porta. Obviamente sofre de ansiedade mas estará este animal em sofrimento após ter sido bem medicado para dor na Clínica Veterinária de Vilamoura? Claro que não.
Como é avaliada a dor? Quais são os sinais de dor?
A avaliação da dor é subjectiva e difícil. Sabemos que é uma sensação de sofrimento causada pela estimulação de terminações nervosas. Pode ser pensada como um mecanismo de defesa, em que uma parte do organismo não está a funcionar correctamente.
Os sinais de dor incluem:
O controlo da dor na Clínica Veterinária de Vilamoura
Como mencionado anteriormente, analgésicos são sempre administrados na pré-medicação de qualquer intervenção cirúrgica ou de qualquer procedimento que envolva dor e desconforto para o seu animal de estimação. Isto porque a incorporação de analgésicos apropriados durante a pré-medicação e anestesia previnem a dor pós-operatória, assegurando uma recuperação tranquila e confortável em sua casa. Usamos regularmente analgésicos opióides como, morfina, fentanil, tramadol e butorfanol.
Orgulhamo-nos por considerar-mos a nossa clínica como uma “Clínica sem Dor”.
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