A parvovirose canina tipo 2 (CPV-2)é uma doença altamente contagiosa, causada por um parvovirus, que afecta o tracto gastrointestinal de
  • cachorros,
  • cães adultos
  • e canídeos selvagens (ex: raposas, lobos, etc.).
A parvovirose canina foi identificada pela primeira vez em 1978 e distribui-se pelo mundo inteiro.

Estudos em vários grupos de cães, e amostras enviadas para laboratórios de referência mostram que a diarreia causada pelo parvovirus é mais severa e prevalente do que outras diarreias víricas.

Transmissão

O CPV-2 é altamente contagioso e espalha-se por contacto directo do cachorro com fezes contaminadas, ambientes e/ou pessoas contaminadas.

O vírus pode também contaminar as superfícies dos canis, os recipientes do alimento e da água, trelas e coleiras, e as mãos e roupa do pessoal que contacta com animais infectados.

É resistente ao calor, ao frio, à humidade e à seca, e pode sobreviver no ambiente por longos períodos de tempo (mais de 6 meses).

Mesmos apenas vestígios de fezes contendo o vírus são reservatórios ambientais e podem infectar animais que contactem com o ambiente infectado.

O vírus é facilmente transmitido de lugar para lugar nos pêlos ou membros dos cães ou através de caixas, sapatos ou outros objectos contaminados.

Todos os cães estão em risco, mas cachorros com idade inferior a quatro meses e cães adultos não vacinados estão em risco acrescido de se infectarem e ficarem doentes.

Sinais clínicos da parvovirose

A infecção pelo CPV-2 causa letargia, anorexia (perda de apetite), febre, vómitos e diarreia grave, frequentemente com sangue.

Os vómitos e a diarreia podem causar desidratação rápida e a maior percentagem de morte por parvovirose ocorre nas 48 a 72 horas a seguir ao aparecimento dos sinais clínicos.

Se um cachorro ou um cão adulto apresentar um ou mais destes sinais, deve contactar imediatamente o veterinário assistente.

Diagnóstico e tratamento

A suspeita de parvovirose é frequentemente baseada na história clínica, no exame clínico e em testes laboratoriais.

Um teste às fezes pode confirmar o diagnóstico, por detecção de partículas virais nas fezes de animais doentes.

O tratamento pode variar de acordo com a severidade do estado clínico do animal.

Não existe um medicamento específico para combater o vírus em animais infectados, e o tratamento tem como objectivo o suporte do animal, até que o sistema imune deste consiga combater a infecção viral.

O tratamento deve ser instituído de imediato e consiste primariamente em manter a hidratação através do restabelecimento das perdas de electrólitos e de fluidos, controlo dos vómitos e da diarreia, e prevenção de infecções secundárias. As perdas de sangue e de proteína podem requerer transfusões de sangue ou de plasma.

Os animais debilitados devem ser mantidos quentes e receber cuidados adequados.

Alguns estudos mostraram que a administração de um anti-soro específico para o vírus, tem sido eficaz em reduzir a severidade da infecção.

O tratamento com doses elevadas de interferão – ómega, tem-se demonstrado benéfico na redução da severidade e mortalidade.

Quando um cachorro tem parvovirose, o tratamento pode ser bastante dispendioso, e o animal pode morrer apesar do tratamento agressivo.

O reconhecimento precoce dos sinais clínicos, o diagnóstico e um tratamento agressivo são muito importantes para o sucesso destes casos e a recuperação destes animais.

O isolamento dos animais infectados é necessário de modo a minimizar o contágio da infecção.

Limpeza apropriada e desinfecção dos canis e transportadoras contaminadas, assim como outras áreas em que os animais infectados tenham estado são essenciais para o controlo do vírus.

O vírus não é facilmente eliminado, como tal deve consultar o veterinário assistente para informação específica sobre produtos de limpeza e desinfecção eficazes.

Prevenção

A vacinação e cuidados de higiene adequados, são componentes essenciais para a prevenção da parvovirose.

A vacinação é extremamente importante.

Os cachorros são muito susceptíveis à infecção, particularmente porque a imunidade natural transmitida pelo leite materno pode diminuir antes do sistema imunitário dos próprios cachorros ter capacidade para combater a infecção.

Se um cachorro estiver exposto ao vírus durante esta falha de protecção, pode ficar doente.

Outro facto a ter em conta, é que a imunidade conferida pelo leite materno pode interferir com uma resposta efectiva à vacinação.

Isto significa que, mesmo os cachorros vacinados podem desenvolver a doença.

Para reduzir estas falhas na imunização nos primeiros meses de vida, devem ser administradas uma série de reforços vacinais.

É muito importante que os cachorros recebam um reforço da vacina entre as 14 e as 16 semanas, independentemente de quantos reforços tenham sido administrados anteriormente, para que desenvolvam uma protecção adequada.

Para proteger os cães adultos, os donos devem assegurar-se de que a vacinação contra a parvovirose está actualizada.


Consulte o médico veterinário, de modo a que este lhe recomende um programa de vacinação adequado para o seu animal de companhia.